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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Neste Advento...D.Antonino apela à solidariedade e à partilha




O Advento é um tempo de esperança e de optimismo. Um tempo que faz apelo àquele optimismo e àquela esperança que liberta: Jesus Cristo, o Salvador, que veio para servir e não para ser servido, que amou até ao fim para promover, libertar e salvar. Esta tem de ser a atitude do discípulo de Cristo que sabe que só “a caridade das obras garante uma força inquestionável à caridade das palavras” (João Paulo II, Novo millennio ineunte, 50).
Os tempos que vivemos são sombrios. Os próximos, segundo os entendidos, não serão melhores. O desemprego vai continuar a subir e vai durar!...
As Dioceses portuguesas têm feito eco das suas preocupações e iniciativas dentro deste contexto. A situação é geral e preocupante e a busca de ajuda é crescente.
Só a Caritas da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco, no corrente ano, acolheu 5415 pessoas no atendimento social, tendo disponibilizado alimentos, vestuário, electrodomésticos, mobiliário, dinheiro e “tickets restaurante”. Encaminhou projectos de criação de emprego financiados pelo Micro crédito e pela ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores.
Tudo isto implica uma profunda reflexão para agir e ajudar a ser e a viver com dignidade.
Não se resolve nada de costas voltadas uns para os outros e, muito menos, uns contra os outros ou a ver quem faz mais - ou só diz melhor! - para contabilizar “créditos” e os fazer valer em momentos de alimentar o seu próprio ego. Esta maneira de estar e agir desumaniza e humilha aqueles a quem se julga ter servido e ajudado: isto o digo em relação às Instituições, Movimentos e Obras diocesanas que espero que entendam e nos ajudem a organizar o Serviço da Caridade para melhor responder e amar. Se assim não for, tudo poderá, então, servir para satisfazer sentimentalismos inúteis ou consciências mal formadas. A Acção Social da Igreja e de cada um dos cristãos deverá ser sinal visível da atitude e acção de Cristo no serviço da Caridade e na partilha fraterna de bens para, em comunhão e unidade, minimizar os efeitos da crise sem com isso querer retirar nem esconder a especificidade própria de cada um dos Serviços, Obras e Movimentos da Pastoral Social. A organização também é caridade e a caridade tem de ser apanágio dos Movimentos de Caridade Cristã. Perante tantas necessidades e os parcos recursos existentes, estes têm de ser geridos em conformidade e consciência.

APELO NACIONAL E DIOCESANO

Bento XVI, há seis meses atrás, no dia 13 de Maio, em Fátima, manifestou a todos os agentes da Pastoral Social e às suas Instituições, a necessidade de reflectir a “questão social” e sobretudo a prática da Compaixão, da Caridade, com todas as consequências do conteúdo bíblico destas expressões e conceitos. Ultrapassando as atitudes meramente assistencialistas, precisamos de ir ao encontro da pessoa toda, ajudando no âmbito psicológico e espiritual e na construção de um projecto de vida inclusivo, que lhe permita o retomar da Esperança.
Porque a fome já atinge muitas famílias afectando, sobretudo, os mais débeis, crianças e idosos, para além doutras iniciativas, está constituído um Fundo Social Solidário aprovado pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (conta no Millenium BCP com a designação Fundo Social Solidário, com a NIB 0033 0000 0109 0040 15012, podendo ainda ser usada a Rede Multibanco – Entidade 22222 e Referência 222 222 222) , e um Fundo Diocesano gerido pela Cáritas Diocesana (a enviar para a sede da Caritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco). Estes Fundos destinam-se a apoiar os mais débeis, sejam quais forem os credos ou origens e tem como objectivo contribuir para a solução de problemas sociais e cooperar no aprofundamento e actualização da acção social da Igreja.
A tradição da Igreja diz que em caso de extrema necessidade todos os bens são comuns e, quando alguém passa necessidade, o que damos não é nosso, estamos obrigados a dar. O Papa Bento XVI na Encíclica “Caritas in Veritate” nº 6 reafirma: “Não posso «dar» ao outro do que é meu, sem antes lhe dar aquilo que lhe compete”. Só uma sociedade que se deixe conduzir por estes princípios será uma sociedade mais rica e mais humana.

INVESTIR, PRODUZIR, SEMEAR E POUPAR

É evidente que esta solidariedade não dispensa a luta e o apelo à iniciativa geradora de trabalho. Implica humanismo, sentido dos outros, capacidade de inovação e investimento por parte daquelas pessoas que têm capital. Não permite que aquele que não tem trabalho deixe cair os braços e não se mexa à procura do mesmo ou o rejeite quando ele lhe bate à porta. Faz ir no encalço de soluções libertadoras capazes de gerar auto-suficiência económica dentro duma cultura que sabe gerir bem as economias familiares, faz ganhar o gosto pela poupança e leva a reduzir os gastos inúteis ou dispensáveis dentro duma pedagogia familiar que se torne um dever e um caminho a trilhar. Leva a sentir a necessidade de querer aprender a semear para ter e colher aquilo que sempre foi uma pequena agricultura de subsistência. Hoje, uns porque não podem (já trabalharam muito!), mas outros porque não querem, ou não sabem nem querem saber, entendem que isso é obrigação de terceiros e, sentindo-se dispensados de aprender a fazer, esperam que tudo lhes chegue de outro lado sem qualquer espécie de esforço ou preocupação.
É urgente “um novo equilíbrio entre agricultura, indústria e serviços, para que o desenvolvimento seja sustentável, não falte pão para ninguém e para que o trabalho, o ar, a água e os demais recursos primários sejam preservados como bens universais (Caritas in Veritate, 27).
Como seria bom que também houvesse cursos remunerados para ensinar a cavar e a semear!...
Façamos do Advento uma caminhada de esperança e optimismo, de vivência verdadeiramente cristã, de partilha solidária, de mudança de mentalidade, sabendo apontar a todos a pessoa de Jesus Cristo, o Seu despojamento total por todos nós, o que Ele fez e disse, como disse e fez.

25 de Novembro de 2010

+ Antonino Dias
Bispo de Portalegre-Castelo Branco


Publicada em - Secretariado Diocesano das Missões

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

Ecos da Oração pelas Vocações...



Reunimo-nos esta tarde na igreja da Srª da Guia, pelas 16 horas para rezar por todos os que entregaram a sua vida ao Serviço do Senhor. Lembramos em particular o Manuel António e a Irmã Ana Sofia, bem como os seminaristas da nossa Diocese.

Da Oração fizeram parte vários momentos - Palavra de Deus, momento de silêncio e Oração pessoal, preces, Pai Nosso e alguns cânticos. Finalizamos com a Oração pelas Vocações deste ano da Semana dos Seminários:

O r a ç ã o
Jesus Cristo, Bom Pastor
que dás a vida pelas Tuas ovelhas.
Tu és o Filho muito amado do Pai,
Tu és o nosso Mestre e Salvador.

Faz dos nossos seminários
Comunidades de discípulos,
Sementeiras de Amor,
de serviço e de entrega radical pelo Teu Reino;
sinais de esperança de um futuro de vida verdadeira,
em abundância para todos.

Fortalece e ilumina
no discernimento vocacional os nossos seminaristas;
confirma nos dons do Espírito Santo os seus formadores;
enche de generosidade e espírito de serviço
os auxiliares que com eles trabalham.

Recompensa e abençoa os benfeitores,
que com a oração e partilha de bens, zelam pela missão;
ampara o nosso Bispo e os nossos párocos,
para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio;
desperta a generosidade e a coragem dos nossos jovens
para Te seguirem e concede às nossas famílias o dom de
Te proporem como caminho, verdade e vida...

Nós Te pedimos por intercessão de Nossa Senhora,
Tua e nossa mãe…




Continuemos a rezar por todos ao longo de todo o ano!!

Texto da Oração:


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Semana dos Seminários...Unidos em Oração!




No próximo Sábado - 13 de Novembro - na Igreja de Nª Srª da Guia em Retaxo, pelas 16 horas, um momento de Oração por todos aqueles que entregaram a sua vida ao Serviço do Senhor!
Também publicado em: Palavra Viva


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Semana dos Seminários


Mensagem do Reitor do Seminário Diocesano - Cónego Emanuel Silva

Senhor, Quero o que Tu queres...
...A profecia de esperar vocações sacerdotais
A Igreja vive mais uma vez, este ano entre 7 e 14 de Novembro, a já habitual Semana dos Seminários. É a ocasião de rezar pelo Seminário e de com ele fazer alguma partilha. E é a ocasião e a oportunidade de relançar o desafio da reflexão sobre as vocações ao Sacerdócio ministerial na Igreja e sobre os contextos em que se formam os novos padres.
Cada vez que reflectimos o Seminário olhamos sempre para ele como uma continuidade daquela primeira comunidade que os discípulos formavam com Jesus. Foram chamados a partir das suas vidas normais por Jesus que passava e tinha para eles um projecto de vida, seguiram-n’O, andaram com Ele, ouviram as sua palavras, contemplaram as suas acções, confrontaram-se e debateram-se com as necessidades da mudança das suas vidas, acolheram a radicalidade do chamamento e acolheram, sobretudo, o dom do Espírito para a missão como arautos de Cristo ressuscitado. Em novas coordenadas de tempo, espaço e cultura, os nossos Seminários são o ambiente em que muitos jovens recolocam hoje esses mesmos dinamismos.
Sempre que se fala dos Seminários reflecte-se também o número de jovens que neles entra e que, depois, abraça o Sacerdócio. Não sendo redutível a números ou a meras estatísticas, a vida cristã pode encontrar neles, contudo, uma evidência iniludível, um desafio e uma oportunidade. E, na nossa Diocese, a evidência, brutalmente irrefutável, dos números assusta. Não conseguimos dar o justo descanso aos Sacerdotes que, se o desejassem, já o mereciam e também não temos conseguido chamar muitos jovens ao Seminário e ao Sacerdócio.
Os nossos Seminaristas
O que de bom pode ter o “susto” é que, quando não nos imobiliza, nos torna mais atentos e dispertos. E, fruto de muitas coisas e, sobretudo, da Graça de Deus, temos um pequeno grupo no Pré-Seminário que todos os meses se encontra no Seminário de Alcains e temos em Lisboa – no itinerário de formação dos Seminários de S. José e dos Olivais em conjugação com a Universidade Católica – três Seminaristas: o Miguel Coelho (de Montalvo) no tempo propedêutico; e o Miguel Serra (de Nisa) e o Pedro Dias (de Castelo Branco) no 1º ano do curso teológico. No próximo ano, querendo Deus e os homens ajudando, entrará no tempo propedêutico mais um jovem da nossa Diocese até agora em discernimento no Pré-Seminário.
Nego-me, pois, a acreditar que Deus não chame mais jovens para O seguirem e O servirem na Igreja. A crise, se existe, não é de chamamento. É de resposta! Deus continua a chamar mas há falta de quem responda com a entrega da vida.
Se não se pode interrogar a desertificação populacional e social dos nossos territórios geográficos, se não se pode interrogar a liberdade das escolhas pessoais por outros caminhos que não o sacerdotal, podemos, ao menos, seguramente, interrogar o tipo de instrumento de transmissão da fé que, enquanto comunidades de Igreja, somos e fazemos presente.
Toda a vocação é uma história de liberdade em processo de oferta até ao dom total de si. Sempre em liberdade. Não há nada mais forte do que uma liberdade cativada e entusiasmada. E o mais bonito da liberdade é que, precisamente quando reconhece sentido num projecto ou faz a experiência do amor, tem uma ousadia de resposta e de compromisso fortíssimos. Ninguém pode responder em vez de ninguém e ninguém tem vocação em vez de ninguém. Mas todos podemos ajudar a que cada pessoa descubra o melhor da vida e o melhor que tem em si e para dar.
A Família
Seguramente que a renovação dos nossos quadros vocacionais passará pela renovação das famílias enquanto escolas de valores, escolas de oração, escolas de fidelidade e de amor, escolas de alargamento de horizontes, escolas de obediência e de confiança, de misericórdia e de caridade. Seguramente que sim.
Mas, e por anda a experiência da grande família que somos como Igreja, a grande família de Deus!? Teremos perdido, por falta de fé e de oração (à qual adicionaríamos a meditação da Palavra, a fidelidade, o testemunho, a entrega) a capacidade de sermos escola de oração, de fidelidade e de amor, de obediência e de confiança, de misericórdia e de caridade!? Teremos tido a tentação de reduzir a Igreja apenas a uma factor e fenómeno sociológico!? Mas a vocação a ser Igreja e a vocação ao sacerdócio não se resumem a algo apenas do foro sociológico. Não se pede a um jovem que seja padre por favor como não se pede a um jovem que seja pai por favor ou que seja feliz por favor. O núcleo da proposta vocacional tem de brotar de outro dinamismo. Pode brotar de muitas maneiras e por muitos e diversificados caminhos mas, na sua maior profundidade, é sempre oferta e dom de si. É fruto e expressão da nossa própria vitalidade cristã desinibida, ousada, alegre, com sentido, com profundidade. A proposta vocacional não é um convite a reduzir perspectivas ou a estreitar horizontes. É antes um convite a confiar em Deus, a alargar os horizontes n’Ele e pela perspectiva do seu olhar sobre o mundo e sobre o próprio homem. Quem hipotecaria o seu futuro por uma proposta frouxa, sem garra, sem alegria e sem fé?! E como seremos nós, Igreja, capazes de entusiasmar genuína e autenticamente os nossos jovens por Jesus Cristo ao ponto de darem por Ele as suas vidas?
Como é que cada um se perspectiva em relação à vocação ao Sacerdócio ministerial? Que palavras escolhe cada um quando chega a hora de reflectir o mesmo Sacerdócio e de o dizer aos outros? Com que entusiasmo, alegria e sentido se reflectem as vocações (e em particular a Sacerdotal) nos contextos em que cada um é responsável? Que reacção pública e privada se tem diante das
propostas da Igreja diocesana? O que se espera individual e comunitariamente do padre? Com que coragem se é capaz de propor a vocação sacerdotal como possibilidade a um jovem? Como se têm ajudado os jovens que tenham confidenciado viver com uma interrogação vocacional? O que conta mais nas nossas decisões, o bem da Igreja ou o nosso pequeno grupo?
A Diocese e as Vocações
A nossa Diocese tem Famílias Cristãs, tem Presbíteros, tem Leigos cristãos empenhados, tem Ministros Extraordinários da Comunhão, Ministros da Celebração na ausência de Presbítero, Professores de Religião e Moral e Professores cristãos,
Animadores e Líderes de Grupos, Movimentos variados e Organismos paroquiais diversificados, Catequistas, Escuteiros, Grupos de Jovens, Religiosos e Religiosas, Diáconos Permanentes (e em trânsito), Visitadores de Doentes, Centros Sociais paroquiais, Animadores da Liturgia, Coros e chefes de Coro, Zeladoras de Altares, Grupos de reflexão do Plano Pastoral, imensos Sec
retariados e/ou Departamentos, Adoradores do Santíssimo Sacramento, Institutos seculares e de Vida Consagrada, Acólitos, Sacristães, etc, etc.
Como é que cada um se perspectiva em relação à vocação ao Sacerdócio ministerial? Que palavras escolhe cada um quando chega a hora de reflectir o mesmo Sacerdócio e de o dizer aos outros? Com que entusiasmo, alegria e sentido se reflectem as vocações (e em particular, a Sacerdotal) nos contextos em que cada um é responsável? Que reacção pública e privada se tem diante das propostas da Igreja diocesana? O que se espera individual e comunitariamente do padre? Com que coragem se é capaz de propor a vocação sacerdotal como possibilidade a um jovem? Como se têm ajudado os jovens que tenham confidenciado viver com uma interrogação vocacional? O que conta mais nas nossas decisões, o bem da Igreja ou o nosso pequeno grupo?
Faz-te ao largo!
No início da sua pregação, Jesus, depois de ter falado às multidões a partir da barca, disse a Pedro: faz-te ao largo e lança as redes (Lc 5, 4 s). O Apóstolo e os primeiros discípulos confiaram na Palavra de Cristo e deitaram as redes. E, tendo-o feito, diz o Evangelho, “apanharam uma grande quantidade de peixe “.
Para chegarem um dia ao Presbitério, às Comunidades paroquiais, aos diversos organismos e serviços, os padres têm de nascer, precisamente, do cuidado e da oração do Presbitério, da atenção e da oração das Comunidades paroquiais, da oração e da experiência de comunhão de todos os organismos e serviços.
Hoje, na Igreja, é profético tomar a sério o chamamento de Deus e esperar vocações ao Sacerdócio ministerial.

Palavra Viva...



Palavra Viva

Este é um novo espaço na internet. Junta as paróquias de Retaxo, Cebolais de Cima, Sarnadas de Ródão e Malpica do Tejo, confiadas ao Cónego José Dias da Costa. Este espaço procurará ser um ponto de encontro e um elo de ligação, gerando assim comunhão e partilha! 

Descubram-no, aqui.... - : 

AKI

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ecos da Jornada... testemunho 2


África...Na Jornada Missionária Diocesana
A Jornada começou a ser vivida com bastante antecedência, possivelmente desde Abril, altura em que me foi feito o convite por parte do padre Agostinho Sousa para colaborar com ele no site do Secretariado Diocesano das Missões. O caminho foi acontecendo em cada dia, passo a passo, criando em mim muita expectativa nesta Jornada…


Luísa, do Secretariado,padre Agostinho Sousa, Director do Secretariado Diocesano das Missões, Elsa Sequeira, responsável do grupo África, padre José da Costa, pároco do Retaxo
E foi então que com o aproximar da data me foi comunicado que iria trabalhar o continente africano e o santo – Daniel Comboni – juntamente com o Grupo de Envendos, parceiros e amigos destas andanças! Reunimos, delineamos estratégias, e o resto… Bom, o resto seria trabalho do Espírito Santo! Entretanto no Retaxo entusiasmei algumas catequistas e outras pessoas para participarem, e elas disseram – SIM! -

Padre José Tavares, missionário Comboniano, Elsa Sequeira, Amélia, Hermínia, Lêda, catequistas de Retaxo
E assim, finalmente, chegou a manhã daquele sábado (23 de Outubro) com o sol a anunciar-se e a alegria a tomar conta dos corações que se iam juntando em Alcains, para um dia em Missão que se esperava colorido! Rumei ao encontro do espaço destinado ao Continente Africano, do qual era responsável, de grupo e da restante equipa!! Depois do acolhimento, foi altura de tratar dos “passaportes”. Sim! Havia Missão fora de portas! Quatro destinos – Sudão, Etiópia, Chade e Quénia – que, no fundo, eram os grupos em que dividimos as nossas crianças e adolescentes.
Padre Albertoda equipa coordenadora do Grupo África
Mas, antes de partir, era necessário alguma formação e informação, e foi o que fizemos! Demos a conhecer-lhes, primeiro através de um power point o porquê das cores missionárias e a sua associação aos diferentes continentes! Apresentamos, também, os compromissos da Criança Missionária, que devem ser no fundo os compromissos de todos nós. E, por fim, nesta apresentação, a nossa Diocese, os Arciprestados que a compõem e o nosso Bispo, D. Antonino:




Irmã Adriana, do secretariado e da equipa coordenadora do grupo África
De seguida, foi a vez de conhecermos S. Daniel Comboni, o santo do nosso grupo, através de um pequeno filme. Ver aqui – Parte 1(Parte 2)Era necessário que todos estivessem com muita atenção para apreenderem ao máximo tudo, pois as informações iriam ser muito úteis para a missão que tinham pela frente. Por isso, todos estiveram bastante compenetrados assistindo com a máxima atenção e ficando assim a conhecer este homem que, no século XIX, foi uma verdadeira “revolução”! Alguns cânticos foram animando os intervalos entre uma e outra apresentação.

Valeu-nos o magnífico grupo de jovens  do Carvoeiro que cantava e tocava lindamente!
Finalmente, e no seguimento do filme de S. Daniel Comboni, passamos um power point que dava conta da situação e do trabalho dos missionários no Darfur: 


E a missão ia começar…O avião tinha hora marcada e os nossos missionários iam partir!














Os jovens do grupo África em plena missão!








Quatro cidades eram o seu destino: três que estavam ligadas a S. Daniel Comboni e uma ao Darfur. E eles foram. A primeira pista foi-lhes dada no embarque, depois era preciso responder às perguntas e uma prova que tinham que superar – corrida de sacos, transportar 1 ovo na colher, dançar com uma laranja na testa, procurar bombons em farinha – todos os grupos uniram esforços e deram, sem dúvida, o seu melhor!

Momento de oração do grupo África…
O tempo parecia voar e a manhã estava quase concluída, mas, depois de regressados da missão, era tempo de oração. E voltamos ao nosso espaço, para um momento mais intimista. Louvamos o Senhor, através do:
- Benedictus Missionário 


- e de uma  Oração pelo nosso continente





Éramos uma multidão!!!
Após o almoço, de novo juntos! Era tempo de partir à descoberta! E lá fomos procurar a nossa rua! Encontramos! Construímos a nossa dezena do Terço Missionário, e lá fomos ao encontro de todos os participantes da Jornada! Momento inesquecível quando todos nos juntamos no Monumento à Virgem! Éramos uma multidão…Muita cor, muita alegria e o sentimento de “comunhão e partilha” nos nossos corações! Muitos cânticos na caminhada rumo à Igreja Matriz de Alcains, que ficou completamente cheia. Era altura de darmos Graças ao Senhor, por aquele dia maravilhoso que tínhamos vivido!!

Todos estávamos muito contentes! E o Secretariado das Missões está de parabéns! Não deixou também o Senhor Bispo de enaltecer merecidamente o trabalho deste secretariado, que aproveitou para anunciar o local da próxima Jornada, que será em Nisa! Trouxemos connosco a mensagem deste dia, desta festa diocesana que juntou pessoas de vários pontos da Diocese! As expectativas que havia foram largamente ultrapassadas, foi ainda muito melhor, do que se esperava! Foi bom rever amigos, conhecer outros e fazer desta dia de missão, comunhão e partilha!
Elsa Sequeira