José da Silva Vieira, padre, Missionário Comboniano, passou pela nossa Diocese. Esteve em Retaxo na Festa de Nossa Senhora de Belém. Celebrou connosco. Aproveitamos, por isso, a ocasião para uma conversa, sobre a sua pessoa e Missão.
SDM – Ser missionário, o que é?
Ser Missionário é partilhar a experiência de Jesus e viver a fraternidade à volta d’Ele. Para mim, a vida só faz sentido se for vivida com e para os outros. Para encher a vida de sentido e de esperança, é preciso dá-la, pô-la ao serviço da fraternidade e da comunhão.
Em Skopje, capital da Macedónia, pequena cidade com cerca de vinte mil habitantes, nasceu, a 26 de Agosto de 1910, Ganxhe Bojaxhiu. A sua família era católica e pertencia à minoria albanesa que vivia no Sul da antiga Jugoslávia. Um dia após o seu nascimento, Ganxhe recebeu o Baptismo e a sua educação teve lugar numa escola estatal durante os tristes anos da Primeira Guerra Mundial. Com um timbre de voz muito suave e harmonioso, a pequena Ganxhe tornou-se solista do coro da igreja da sua aldeia e, mais tarde, chegou a dirigir esse mesmo coro paroquial.
Alguns elementos do Grupo de Jovens de Retaxo – Caminhantes da Paz – rumaram, sábado, dia 7 de Agosto, para a Aldeia do Carvoeiro (Mação).
Aí fomos acolhidos na casa paroquial onde ficamos instalados, muito bem instalados!
No Domingo, no Carvoeiro, realizamos a 1ª Acção por Gumuz - Etiópia, tendo como objectivo a construção de um poço. Agradecemos a ajuda e colaboração dadas no ano passado: o projecto de abertura de um poço em Daye, foi conseguido também com a ajuda do povo do Carvoeiro.
Informamos a população, sobre o projecto deste ano, rezamos pelo povo de Gumuz na Eucaristia e, no final, promovemos a venda de pequenas coisas dos Missionários Combonianos e também algumas, produto dos nossos trabalhos manuais.
A outra acção ocorreu numa pequena aldeia - Rouqueira - bastante isolada e onde, durante o ano, apenas vivem seis pessoas. Nesta época de Verão há mais gente. Foi um momento muito belo, pois sentimos a alegria daquelas pessoas por estarmos ali!
(Momento do Ofertório)
No Carvoeiro, visitamos o Lar de idosos, onde rezamos o Terço com os utentes. Foi bom estar ali em oração, e eles também gostaram da nossa presença.
Também, no Carvoeiro, realizamos a Oração Missionária, onde rezamos pelos missionários/as e pelas missões. Aí foi apresentado o testemunho de um missionário comboniano - P.e Claudino Gomes - durante a guerra do Congo.
Mas, estes dias, no Carvoeiro, não foram só de “trabalho”. Também nos divertimos: nos finais de tarde, na praia fluvial; na descoberta de lugares e no dia em que o circo visitou o Carvoeiro. Muitos outros, foram os momentos de partilha e de comunhão entre os cinco elementos que quiseram e puderam dar um pouco das suas férias!
Muito ainda ficou por fazer. Mas, havemos de voltar. O agradecimento pela nossa presença e o convite para voltarmos foi feito na Eucaristia de quarta-feira pelo pároco, P.e Alberto Tapadas.
Os membros do Grupo - Caminhantes da Paz - agradecem ao Padre Alberto e a todas as pessoas que os acolheu e que, de um modo ou de outro, contribuíram para a plena realização de todas as actividades.
Voltamos do Carvoeiro felizes com tudo o que vivemos!
Imagino-vos todos bem cansados pelo caminho percorrido até Fátima!!
Sei que estais particularmente sintonizados com a Etiópia e especialmente com o povo Gumuz entre os quais me encontro.
Cheguei aqui quase há 2 semanas e pouco a pouco me vou inserindo nesta nova realidade para mim. É um povo lindíssiom, de um acolhimento invejável para nós: da sua pobreza dão tudo o que têm para que o visitante se sinta bem.
Há 2 dias atrás tive a graça de passar e parar numa aldeia chamada Kolet onde se está a construir uma escola com o dinheiro mandado por vós. Em anexo mando umas fotos que fizemos lá!
Estamos muito agradecidos pelos vossos esforços.
O pouco que fazeis, aqui transforma-se em muito. Que o Deus da vida abençoe o vosso trabalho e dedicação pela missão.
Beijos e abraços a todos e continuamos sempre unidos. Saúda-vos também o Ir. Luís, peruano, que está a acompanhar o processo mais de perto.